Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ele é o melhor no que faz, só que o filme....

Quem conhece o temperamento da figura sabe que ele é o melhor no que faz, e o que ele faz de melhor é matar. Wolverine não é qualquer personagem, o cara apareceu pela primeira vez como coadjuvante de uma história do Gigante Esmeralda, diga-se de passagem, estava lutando com Wendigo. O cara tem que ser muito macho pra se meter numa dessas ou muito burro. Sua aparição marcou, mas pouco se sabia além de seu talento para luta e que era um a gente do governo canadense.


Eis que a equipe original dos X-Mem (Jean Grey, Fera, Ciclope, Anjo, Homem de Gelo) foi capturada por uma ilha viva chamada Krakoa. Para resgatá-los, o carequinha do Xavier reuniu um novo grupo de X-men. Advinha quem era um desses caras? Pois é, Wolverine. Desde então seu presente, futuro e, especialmente, o passado foram contados em diversos HQ. Consagrando-o como um dos maiores personagens dos quadrinhos de todos os tempos.

Logo a última coisa que a Fox quer é perder os direitos sobre os personagens que compõe o Universo dos X-men. Forçando-a lançar um novo filme, no caso X-men Origins: Wolverine.

O filme conta com vários erros e alguns acertos. A começar pelos acertos. Os efeitos especiais são bem legais, Stryder é um personagem bem interessante considerando X2 e a cena inicial das guerras é bem legal. A idéia de transformar Krakoa numa base militar para a extinção dos mutantes também foi bem interessante.

Agora, os intermináveis erros do filme. O roteiro é uma porcaria. Sem zuera vai escrever um lixo desses no raio que o parta. Quando se tem uma história de origem tão boa e um personagem tão bom, não dá pra aceitar uma porcaria dessas.

Já desisti de ver filmes de HQ como adaptações, quando assisto procuro não pensar na matéria prima e sim no filme em si. Dessa maneira não vejo muitos problemas em colocar Dentes-de-Sabre sob o mesmo teto que James Howlett, verdadeiro nome de Wolverine, quando criança. Nem mesmo com a maneira tosca e ridiculamente mal explicada de como Wolverine perdeu sua memória. Maaass, o filme deve explicações e principalmente coerência com os outros filmes da franquia. Eu não me lembro em nenhum momento de ver a radiografia do crânio do Logan com dois buracos e não me lembro do Dentes-de-Sabre ser tão intimo do Wolverine no filme de 1999.

E se fizéssemos de conta que os outros filmes não fazem parte da mesma história? Ah! Agora o filme fica bom! Na verdade continua uma porcaria. A cena em que a equipe comandada por Stryder invade uma base terrorista pra pegar adamantium não faz o menor sentido. Pra que invadir e destruir uma base inteira sendo que você possui alguém na equipe que pode se teletransportar para pegar o objeto? Ou melhor, a pedra não possui praticamente nenhum valor para o dono, bastava pagar um centésimo do custo da operação para o terrorista em troca da dita cuja.

Outras cenas ridículas são a luta entre Gambit e Wolverine, sendo que eles queriam a mesma coisa e já tinham deixado isso beeeeem claro, e a lógica vulcana aplicada por Stryder. Deixar Wolverine indestrutível para depois apagar a memória dele e usá-lo como arma do governo. Sério, conta outra. O cara pensou em toda uma conspiração, mas não pensou em apagar a memória do sujeito primeiro?

Poderia escrever mais cinco parágrafos detalhando os absurdos cometidos na construção do protagonista, mas não seria justo. Afinal, estaria usando as HQs como base. No entanto, destaco novamente que o que ele faz de melhor é matar e isso não é mostrado em nenhum momento do filme.

A Fox parece que não entendeu uma coisa que a Warner entendeu faz tempo. Se um personagem é tão popular é porque as pessoas gostam de seus quadrinhos, então porque não utilizá-los e pesquisá-los antes de fazer um filme. O Cavaleiro das Trevas é um clássico exemplo de um pouco de leitura e bom senso.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Fronteira Final

Chega maio, junho e julho e os cinemas são invadidos por filmes que exigem praticamente nada de quem os assiste. Basta sentar, comer pipoca, ficar olhando pra bunda e peitos do interesse romântico do protagonista. Que por sua vez é cheio de palavras de efeito e tem o incrível hábito de salvar o mundo. Ah! Se ele consegue a proeza de forma espetacular ganha a possibilidade de fazê-lo em uma sequencia, que como dizem os produtores será "maior e melhor". Wolverine, Transformers, Anjos da Noite são alguns exemplos que utilzam o formato. Sem esquecer dos imprescindíveis efeitos especiais.

Veja bem, não faço uma crítica aos filmes citados, até porque assistir à Megan Fox não é sacríficio nenhum, só que esse modelo está totalmente saturado e as boas surpresas surgem de filmes que conseguem quebrar certos paradigmas. Caveleiro das Trevas foi um exemplo. Pouco se vê de CGI no filme, o herói se ferra até não poder mais e o vilão só faltou roubar o título do filme.

Este ano outro filme quebrou outro paradigma. Atenção! Isto é digno de bold! Star Trek utiliza a fórmula dos grandes blockbusters de hollywood e o impensável aconteceu. O paradigma de que blockbuster, qualidade e brilhantismo não cabem na mesma frase foi quebrado. Resultado: o filme que com certeza é e será o filme mais divertido do ano.

Star Trek consegue a façanha de fazer com que eu entenda a magia daquela série surrada de tantos fãs, que sempre foi a série nas estrelas mais chata. Tanto para mim quanto para J. J. Abrams, o mago responsável por "Lost" (em sua primeira temporada) e "Alias" e que dirigiu brilhantemente o décimo filme de jornada nas estrelas.

O filme que demorou três anos para ser gravado conta com uma história inteligentíssima. Não se preocupe, não há spoilers. A história consegue de maneira natural e simples recriar o universo admirado por tantos e o atualiza para um virgem sobre o assunto.

Os cuidados tomados pelos roteiristas são um parágrafo a parte. A quantidade de referências aos episódios passados da série aparecem na medida ideal. E as personagens..... aaaaahh, as personagens! Raramente se vê tantas personagens fortes em um filme como neste. É hilário observar as peculiaridades de cada e o relacionamento entre eles. O grande trunfo do filme é saber utilizar as fórmulas de hollywood sempre na medida certa. A relaçao de Uhura, Spock e Kirk demonstra bem isso, fazendo com que o filme se sustente no dialogos e não na ação.

É sacanagem falar do filme sem dar créditos às profissionais que nunca recebem o devido crédito. April Webster e Alyssa Weisberg fizeram um casting espetacular. Nenhum nome realmente conhecido pelo grande público, mas perfeitos para os papeis. Especialmente nos casos de Spock, Scotty e Dr. McCoy interpretados por Zachary Quinto, Simon Pegg e Karl Urban, respectivamente.

A ação não deve ser esquecida. É absurda de boa. Cenas brilhantes inspiradas em clássicos do cinema e utilização de aspectos físicos pra deixar qualquer nerd com o sorrisso enorme na cara.

Chega! Agora o que não deu certo no filme. O conflito é fraco. É compreensível já que o foco não era esse, mas o longa podia criar uma tenção maior no público. Outro ponto fraco é a ausência do 3D. Eu sei que parece piada isso, mas os efeitos são tão bonitos e feitos de tal forma que a experiência 3D cairia como uma luva. Genial seria pouco!

Dois novos filmes já estão confirmados, embora J.J. Abrams esteja cada vez mais longe dos projetos. Fato que preocupa alguns, inclusive eu. Mesmo assim, a continuidade da franquia nos cinemas deve ser longa e próspera, do jeitinho que o Spock gosta.